notas & noções.13

notas & noções.13                                                                                    

»»»»» Intuitivamente, é-me reconhecível a ausência de qualquer direccionalidade universal. A intuição dá-me assim a resposta para a pergunta formulada em “notas & noções” anterior: “O existente, todo o existente — excrescência de quê? — segue numa direcção determinada?”

»»»»» Do mesmo modo, não reconheço qualquer direccionalidade para o afã da espécie humana. Daí que “progresso” se me afigure uma figura mítica (*). Há apenas — e não é pouco — crescimento, expansão enquanto destino cego (**) para a humanidade.

Notas:

»»»»» (*) A formulação “myth of progress” pertence a John Gray, e ocorre no decurso da sua reflexão sobre a novela An Outpost of Progress (1896) de Joseph Conrad. (Cf. John Gray, The Silence of Animals, Penguin Books, 2013, p.7).

»»»»» (**)  “Humankind is, of course, not marching anywhere” [“A espécie humana, é claro, não se encaminha para algum lugar”]. (Idem, ibidem, p.7).

António Sá

[12.08.2015]

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